Dimensão Católica

D.N.A. de Deus! Tudo por Jesus, nada sem Maria!

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, domingo, 5 de outubro de 2008 (ZENIT.org).- Ainda é
adequado se falar de mortificação, mesmo que este termo suscite imagens
negativas de penitências exageradas e até autoflagelações?
Para discutir o tema, Zenit entrevistou o padre José Roberto Fortes Palau,
reitor do Instituto de Teologia e Filosofia Santa Teresinha e vigário-geral
da Diocese de São José dos Campos (São Paulo). O sacerdote é doutor em
teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e autor de
uma tese doutoral sobre a mortificação.

-Por que a repulsa ao termo mortificação?
– É que de imediato o termo mortificação suscita lembranças negativas, como jejuns e penitências exageradas. Recorda também
episódios de violência ao corpo. Por isso, é uma palavra que prontamente
provoca fortíssima rejeição e aversão, devido a uma prática, no passado,
inconteste de excessos e abusos.
A mortificação foi erroneamente interpretada, por várias gerações de
cristãos, como morte literal ao corpo. Era preciso fazer morrer o corpo,
pois ele era compreendido como fonte dos pecados. Ou melhor, era sinônimo
de pecado. O corpo era visto como a sede das paixões, a parte inferior do
homem, em contínua oposição à parte superior, a alma.
Esquema que prevaleceu por muitos séculos na ascética
cristã – era obrigatoriamente necessário castigar o corpo para não pecar.
Assim, neste terreno fértil, surgiu e desenvolveu-se a mentalidade
religiosa que concebia o corpo como um inimigo a ser combatido. Muitos
cristãos cometeram verdadeiras atrocidades contra seus corpos.
O importante era imitar, reproduzir na própria vida os
sofrimentos de Cristo. Em consequencia disso, novas formas de penitência
corporais foram inventadas, e outras, já existentes, como a ‘disciplina’
(autoflagelação voluntária), foram aperfeiçoadas.
Pelo fim da Idade Média, a 'disciplina' cotidiana foi levada ao fanatismo
pelos “flagelantes”, que eram os membros de movimentos e confrarias
medievais que praticavam a penitência com flagelações públicas. Esse
movimento teve seu ponto alto na segunda metade do século XIII. Esses
grupos de pessoas percorriam cidades e campos flagelando-se a si mesmos ou
uns aos outros enquanto rezavam.

Vamos Dividir o texto em 3 Partes - Seria òtimo ler......

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TonnyWorkman Comentário de TonnyWorkman em 10 outubro 2008 às 17:24
Tema muito oportuno, Padre. Parabens pela escolha. Cabe a nos refletir e compartilhar. Aguardo os proximos textos... Abencoe-nos, fique com Deus!

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